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Covid-19: “Variante brasileira é uma ameaça mundial”, dispara jornal americano

Flávio Pinto @olhardigital

Washington Post publicou na última quinta-feira (4) um artigo que deve alarmar as autoridades de saúde brasileira. Segundo o jornal, a variante brasileira do novo coronavírus representa uma “grande ameaça para o mundo”. A publicação ouviu uma série de especialistas que indica que uma confluência de fatores que pode transformar o Brasil no “maior laboratório aberto do mundo para a sua mutação”.

Agora, os cientistas temem que a variante P.1 esteja infectando novamente pessoas que já contraíram o vírus da Covid-19, indicando que ela tem a força de adoecer aqueles que têm anticorpos da primeira onda. As conclusões ainda sejam provisórias, mas as implicações são bastante graves, já que é possível que o vírus possa desafiar vacinas e sistemas imunológicos naturais.

Variante P.1 já circula de forma descontrolada pela América do Sul, e tem casos confirmados em 18 países. Imagem: Reprodução/OMS

Variante brasileira do coronavírus pode aumentar carga viral em 10 vezes

Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) analisou a variante P.1, detectada originalmente no Amazonas, e concluiu que ela tem o poder de se replicar mais dentro do corpo, causando maior carga viral nos pacientes.

Entre os pacientes analisados no estudo, ainda não revisado por pares, mas disponível neste link, houve um aumento da carga viral consistente entre quase todos os grupos acompanhados. O único em que não houve diferença foi o formado por homens de mais de 59 anos, o que pode ser explicado por uma resposta imunológica mais fraca nesta população.

A variante brasileira já se espalha pelo resto do Brasil. Para reduzir os riscos de surtos e reinfecções, Nuno Faria, virologista do Imperial College London, sugere o dobro de precauções para diminuir a velocidade de disseminação. O uso de máscaras e a prática do distanciamento social são ações que podem proteger contra a cepa.

Paralelamente, a vacinação vai ajudar a controlar a transmissão e proteger os contaminados de infecções graves. “É preciso aumentar os esforços de vacinação o mais rápido possível”, alerta Faria. “É preciso estar um passo à frente do vírus.”

 

 
 

 

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