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Flórida abre processo para impedir novas diretrizes de Biden para a imigração

A procuradora-geral da Flórida Ashley Moody (Foto oficial)

No dia 09, a Procuradora-geral da Flórida, Ashley Moody, afirmou que o Estado vai processar o governo Biden por suas políticas de imigração. Para justificar a medida, ela citou a falha da Casa Branca em deportar imigrantes o suficiente. “Criminosos condenados que teriam sido deportados em administrações anteriores, incluindo a do presidente Trump e até mesmo do presidente Obama, agora estão em liberdade na Flórida”, disse em um vídeo postado no YouTube. “Essas mudanças de políticas nos tornam menos seguros””, continuou.

A reclamação da Flórida segue uma ação semelhante movida pelo Arizona no mês passado, à qual Montana se juntou na terça-feira. Esse processo foi originalmente aberto para impedir a moratória de 100 dias nas deportações, uma das primeiras ações de Biden para desfazer as políticas de imigração de Trump. Mas ela foi bloqueada por um juiz federal do Texas.

A queixa apresentada pelo Estado da Flórida argumenta que as novas diretrizes do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) violam as ordens do Congresso ao limitar a fiscalização dos agentes a terroristas, espiões, criminosos perigosos, certos membros de gangues e aqueles que recentemente cruzaram a fronteira ilegalmente.

O Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês), que supervisiona o ICE, não comentou o assunto.

Moody disse que libertar e não deportar esses imigrantes pode resultar em mais crimes e custar mais ao estado em recursos para a aplicação da lei.

A denúncia descreve sete casos em que agentes de imigração se recusaram a assumir a custódia de imigrantes depois que o Departamento de Correção da Flórida entrou em contato antes da libertação dos criminosos. O processo também afirma que as novas diretrizes afetam os xerifes dos condados que trabalham com o ICE para entregar os detidos e suspeitos de estarem ilegalmente no país.

O memorando emitido pelo ICE, no mês passado, afirma que “os agentes devem considerar a extensão, a gravidade e a atualidade da atividade criminosa” ao avaliar se o imigrante representa uma ameaça à segurança pública e se é uma prioridade para deportação.

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